Todos os meus amigos que cresceram betinhos, chegaram á idade adulta a querer ser tratados por 3 nomes, normalmente, 2 são apelidos. O facebook só veio reforçar isto. Da mesma maneira que os sapatos de vela o faziam nos anos 90 vá.
Sempre quis um Pagani Zonda. Mas a fábrica da Pagani só dá emprego a uma dúzia de pessoas ou assim. Por isso, este natal e a pensar no bem em geral, resolvi que queria algo que ajudasse milhares de pessoas. E como o grupo Fiat dá emprego a milhares, que tem a seu cargo outros quantos milhares, de crianças e graúdos que precisam de comer, eu este ano só quero um Ferrari F430 Scuderia. Sim, sou assim generoso, that's how I roll...
-o que é isso? -É um iPod... -e essas colunas? que giro! -é um iPod dock...encaixa-se aqui e dá som... -Opá que giro, e vende-se onde? -Na Fnac.... -Não percebo nada destas coisas, mas acho que quando os meus filhos forem grandes vão ser assim inteligentes como tu.
E pronto, ficou a achar que eu entendi aquilo como um elogio...
Ando estupidamente longe de tudo o que é extra. Mas ás vezes, efectivamente tem que se trabalhar e ser absorvido nesta fase do campeonato não é opcional, é mandatório. Posto isto, as poucas idiotices que me tem ocorrido tem sido guardadas para mim mesmo e pouco partilhadas aqui. Ou ditas noutros contextos vá.
Podia contar o episódio de quando a minha vida se cruzou com a de um GNR em Almodôvar (dava um bom argumento para o Joaquim Leitão), ou de ter acordado a pensar que era fixe ser o gajo do filme "Groundhog day" , pelo menos por uns diazitos. Ou de ontem á noite ter bebido umas minis a 80 cêntimos e considerar isso uma vantagem que temos em viver neste país. Isso e discutir política e o estado da nação e continuar sem perceber quem é que votou no Sócrates , porque ninguém admite. A adopção pela parte dos gays também é assunto, mas eu encerrei-o dizendo que Jesus teve 2 pais e a coisa correu mais ou menos. Há pessoas que não apreciam uma piada.
Há 2 factos que nunca referem na tv acerca de NY que me aborrecem: 1: porque é que os semáforos são brancos e não verdes? 2: porque é que há tantos riqueshaws? rickshaws? whatever the fuck they're called
acerca de duvidas em geral, porque é que demorei 30 anos a saber que o botão CE nas máquinas de calcular significa Clear Everything.
Ontem deu-me para pensar em arte, pintura, gravura e os dogmas que cada um terá na apreciação da arte, boa, ou menos boa. Depois passou-me, com umas minis super-bock e um joguinho de pro evolution soccer antes de me deitar.
Agora só se come em Bistros, comem-se cupcakes, nutella com fartura, bebem-se e comem-se coisas japonesas insoletráveis (se a palavra não existe, agora é minha). Quando eu era puto e andava todo farrusco a jogar á bola podia escolher entre beber leite branco ou água e tinha direito a uma carcaça com manteiga, ou se fosse fim de semana, com tulicreme. A carcaça era o scone dos anos 80 by the way.
Este Big Brothel novo é giro. Fim de ironia. Passando os olhos no Correio da Manhã (das palavras mais escritas aqui no blog) em busca de divertimento matinal, falavam dos gajos que lá estão na casa e descobri que, um deles, há 13 anos, numas férias de verão, teve a testa embelezada pela namorada. A culpa não foi minha, eu fui usado. Mas não me importei claro está, aos 17 anos, já era um fácil. Grande abraço pra ti pá.
Não sei se vem aqui alguém que tenha filhos, mas se for o caso, gostava que me esclarecessem uma coisa. Quando o petiz nasce e o pai / mãe está na maternidade, o médico chega lá e diz: "Pronto, está aqui o seu Aníbal, além da criança dou-lhe também este cartãozinho que lhe permite estacionar em 17ª fila á porta da escola, quando o for buscar em dias de chuva. Assim a polícia não o chateia e pode você sim chatear os cornos aos outros ursos que estão a tentar chegar a casa e não conseguem andar"? É assim que funciona?
Diz no Correio da Manhã (obrigado Cofina) que o Fábio Coentrão é um católico devoto e que vai casar pela igreja em Dezembro. A parte gira é: ao lado do artigo vem uma foto dele com uma tronchuda com cara de cabeleireira da linha de sintra e prenha até mais não.
Ninguém explicou ao Fábio, na catequese, que meter a pilinha no pipi alheio antes do casamento é caso para ir para o inferno?
The spotted hawk swoops by and accuses me, he complains of my gab and my loitering. I too am not a bit tamed, I too am untranslatable, I sound my barbaric YAWP over the roofs of the world.
Já inventavam salgadinhos de pacote que não deixassem as mãos gordurosas. É que gordura e comandos da PS3, enquanto se joga Pro Evolution Soccer 2011 não combinam. Se existem mulheres que não se importam que os seus respectivos joguem PS3 (assim garante-se que não andam em estabelecimentos de diversão nocturna de carácter dúbio) o mundo ficaria completo se existissem os tais salgadinhos que se podem trincar entre um fora de jogo e um pontapé de baliza sem besuntar o comando todo. E aqui deixo uma imagem fantástica (atentem á qualidade do fotógrafo).
A cena do markl é fixe, mas ele esqueceu-se de referir também a utilização da palavra Hortaliça, como um cromo dos 80's. Era isso e aqueles quadros com cães a jogar snooker.
Ontem apanhei na TV aquele filme português de elevada qualidade chamado "Second Life". Só há uma palavra que me ocorre para descrever o nível de tal representação e essa palavra é: "Foda-se". Claro que os gajos não são parvos e meteram mamas com fartura para compensar e evitar que a malta se levantasse do cinema.
Get dirty. Get fucking filthy. Get poor. Get off your ass. Get desperate. Get dangerous. Get vilified. Get vile. Get romantic. Get fucked. Get moving. Get productive. Get pro-active. Get started. Get your own life. Get doing something. Anything. Because before you know it you're 40 with kids a mortgage. and responsibilities that cause your fun come to second. So before cancer, before children, before 50 hour work weeks, before back and knee problem, before school loans, before you loose your sense of humor... FIGHT Fight and fuck and run and smile, smile because the older you get the less you will. So yes "quit being such a goddamn pussy" Because bitching and whining and worry never make anything better.
Ele: Estou a adorar o novo windows 7. Eu: Conheces a Alegoria da Caverna? Ele: Hum...não... Eu: Ok, vai ler e percebes porque é que gostas do Windows 7.
"O milionário presidente da Câmara de Nova Iorque, Michael Bloomberg, dono de uma das maiores fortunas dos EUA, é, afinal, uma pessoa muito poupada: usou apenas dois pares de sapatos nos últimos dez anos."
Portanto, o CM conseguiu fazer uma notícia que basicamente é: Judeu rico, é forreta. No fuckin' way...say it ain't so...
Esta treta da caderneta de cromos do markl era gira mas era se oferecesse mochilas monte-campo ao pessoal. De preferência verde e cinzenta como a que a minha mãe fez o favor de deitar fora porque tinha um ou outro buraquito. Fazia a barba, comprava uns redley, um walkman e tirava o L123 e concerteza ia sentir-me 15 anos mais novo...
Nestes dias que correm viajar de avião encontra-se mais confortável que nunca. Excepto para nós, seres vivos que medem acima de 1.80m, mas pronto, aguenta-se. Em termos de entretenimento também é porreiro, deixam cada um escolher o filme que quer, ou o jogo que quer jogar no touch-screen, ou a série de TV que quer ver. Até mesmo que música quer ouvir e deixam fazer a sua playlist a gosto, qual iTunes. Quando liguei os meus phones ao dito sistema, adorei a música que estava por default a começar.
Claro que não deixa de ser uma ironia extraordinária, escolherem o maior êxito de um artista que morreu num acidente de avião, mas como diria o amigo Pulha, sacanas com boas ideias é coisa que não falta.
Este blog anda em para arranca, é a silly season, é o jet lag e mais uma série de coisas boas. Confirma-se o que digo há anos, quanto mais viajo mais gosto do meu cantinho. Chelsea estava no sítio, bem como o Soho e a típica foto no Times Square. Bastava fechar os olhos e o sotaque mais ouvido transportava-me automaticamente para a Costa da Caparica, NY ain't what it use to be, some may say. Sempre que vou para fora faço questão de não ver o meu saldo bancário, tenho medo que me limite o usufruto de um ou outro momento, ter aquele número a aparecer no meu pensamento, pelo que me limito a imaginar coisas bonitas e positivas em formas numéricas. Depois quando venho no avião penso sempre...bom...é como dar um toquezinho com o carro, com uma polidela vai ao sítio e amanhã é outro dia. Desta vez não foi bem um toquezinho, foi basicamente como se tivesse entrado com o carro por uma loja de porcelana a dentro e no fim ainda tivesse direito a incêndio...acho que passa a ideia.
Mas bom, foi legen...wait a minute...dary (mais uma piada televisiva, I should get out more) e cá estamos pra recolher os cacos.
É bom ir, mas nunca quis tanto voltar. Deixo-vos com a primeira foto da aventura...
Muita televisão americana coloca-nos certas dúvidas pertinentes na cabeça. - Quem raio é a Dora, porque é que não se deixa de merdas e compra um GPS e quem são os pais dela que a deixam andar nesta galderice pegada?
Este blog não tem fotos minhas com os pés junto á piscina. Nem no Mar Adriático. Nem em mar nenhum, a bem dizer, pelo menos, ultimamente. Mas está ausente em latitudes longínquas e fusos horários alternativos pelo que não deve dizer muitas baboseiras nos tempos que se aproximam. Não precisam agradecer!
Em certa medida os carros são como as mulheres, não para todos os homens claro está, mas eu gosto de generalizar, easy way out. Já percorri diversas nacionalidades e todas elas se assemelham com um ou outro tipo de mulher. Nos franceses...bom, é basicamente como ter uma mulher gorda. Alegra-nos quando ninguém está a ver, tem qualidades brutais, mas apenas aos nossos olhos, mantém-nos quentes nas noites de inverno, mas na realidade não é grande espingarda para ter em público. Suits the purpose. Depois tive uns alemães, claramente são aqueles cujo paralelismo é mais simples. Ter um carro alemão é como ter uma mulher das SS. O jantar é imperativo ser ás 20h, nem um minuto antes nem um depois. Hiper educada, não nos deixa ficar mal em frente de ninguém e dá sempre aquele tchan de se ser loira de 1.85m num país de minorcas. O sexo é contabilizado ao minuto e os orgasmos são garantidos, não são estrondosos , são sofríveis, mas estão sempre lá. A loiça aparece lavada, a roupa passada, as crianças impecavelmente vestidas e sempre a horas a entrar e sair da escola. Todos invejam mas ninguém imagina a pasmaceira que se passa dentro do convento. Quando a malta se farta de estar bem (por volta dos 30 dizem as más linguas) arranja-se um carro italiano, que é mais ou menos o equivalente a ter uma mulher esquizofrénica, bipolar, com síndrome de Tourette. Um dia o jantar está na mesa a horas, no outro ela resolveu ir jantar com as amigas ao algarve mas promete que amanhã está de volta, normalmente com a roupa meio esfarrapada e sem cuecas. Um dia temos as calças passadas, no outro temos um buraco na nossa camisa preferida. Amanhã tens um jantar importante de trabalho, não sabes muito bem se aquilo vai ser um brilharete e a inveja total, ou se vai ser um escândalo daqueles de se enfiar num buraco. Mas no fim de contas, na cama, é sempre um estrondo e realmente impossível de explicar aos amigos, a não ser que se dê a chave de casa e permissão para usufruir...ou no meu paralelismo, a chave do carro italiano. No entanto ao fim do dia pensamos: como é que só agora encontrei isto...?
Azar é planear mentalmente um jantar na varanda, com direito a saladinha e lambrusco e chegar a casa para verificar que a zona onde se mora parece a Islândia, tal a quantidade de cinzas que andam pelo ar. Quem diria que algum dia os fogos de verão fossem afectar um suburbano como eu...
Se a minha mãe lesse blog's eu fazia um post com uma foto minha de ontem á noite, a colocar detergente nos colarinhos da camisa, para ela não ter que gritar comigo, como da única vez em 10 anos que lhe pedi para passar uma a ferro e tive que ouvir o sermão de como tratar o colarinho de uma camisa.
Tenho aqui um tipo especialista em Ar Condicionado. Gosto especialmente quando ele fala comigo com termos e expressões que garantidamente pensa que eu entendo. Desde os teflons aos X bar's de pressão, uma panóplia de termos que eu adoro ouvir enquanto faço ar de especialista. Depois no fim pergunto: isso vai ficar a fazer 18ºC não vai? Ele diz que não sabe e eu volto-me a sentar e pronto.
Tão depressa não ando a pé. Deixei o carro em frente ao Tromba Rija , andei até á Praça do Comércio e voltei. Mais parecia que tava a cumprir uma promessa, fdx...
A Lauryn Hill, coitadita...não sei...esses arranjos deram-te cabo da noite. Ainda te redimiste quando disseste: "Let's take it back" e ouvimos Fugees...but still...
Espreguiçadeiras, chinelos, areia colada entre os dedos. Mojitos, iPod's com Jamiroquai. Filetes de linguado e linguados dos outros. Pele estaladiça do sal. Tapa sol no carro. Conversas sem fim, jogar Uno. Rir, Moelas e derby's na PS3. Ler, dormir a sesta e ver zero chamadas no telemóvel. Sangria, minis, brancos, verdes, tintos, bebidas brancas e escuras também podem vir.
Porque a próxima semana vai ser, como diria o Barney: "Legen....wait a minute...dary" A Sarah vai cantando no iPod, a sexta vai-se desenrolando a passos largos. Nunca um Yippie-ki-yay me pareceu tão apropriado.
Um amigo vai ser pai de gémeos dentro de algumas semanas. Eu faço o que um bom amigo tem que fazer nestas ocasiões, cheguei ao pé dele e disse: "Como não vais ter tempo livre nenhum eu ofereço-te 15 euros pelos jogos mais recentes da PS3"
Todo o hype to Backspacer trouxe algum público que possivelmente não teria ido ao Alive. Para o bem e para o mal. Momentos épicos, de coros de 40 mil pessoas são bons, mas pra mim o momento alto foi mesmo o ínicio. Talvez pela mensagem que o Eddie enviou á partida, condicionou um bocado a maneira como apreciei o concerto no seu todo. Já nem falo da minha , relativamente má, posição geográfica relativamente ao palco, já os vi ao vivo bem de perto 4 vezes, não foi por aí...fui lá para ouvir , não tanto para ver, embora claro, seja parte importante do mesmo e os ecrãs e a realização tenham acompanhado bem. Pareceu-me cansado, com pequenos rasgos, talvez um pouco ofuscado pelo McCready e o seu brilhantismo e energia. Fim do concerto e via-se a garrafa de Cartuxa praticamente cheia e um Eddie sóbrio, quiçá triste. Sempre com o bloco debaixo do braço, o já famoso esforço de falar Português, não que sejamos especiais, porque o faz noutras paragens, mas mostrou-se esforçado. A saída com as nossas cores ás costas e a sensação de , não sabermos quando voltam deixou qualquer coisa no ar. A guitarra e a harmónica sempre bem, a flexibilidade que se reconhece em jogar bem , como ele admitiu com um dos melhores "singing crowds" do mundo, mais uma vez se nota que , por algum motivo que não sei bem explicar, os portugueses tem muito mais facilidade com o inglês do que qualquer outro povo europeu que não tenha no inglês a sua língua mãe. Foi certamente um concerto triste, pelo alinhamento, pela postura. Sinceramente foi uma surpresa para mim que esperava algo mais pesado, mais rockeiro e menos sentimental. Não necessariamente mau, não que não aprecie essa vertente, que aliás me fez apaixonar pela música em tempos que o sol brilhava menos para mim, talvez por estar e ser feliz esperasse uma onda diferente que correspondesse ao que sinto. Noutro momento da minha vida teria sido o concerto perfeito, ontem foi...mas talvez não para mim. Esta, foi, para mim, a música da noite.
Isto anda como o verão, mole... No entanto, amanhã, Pearl Jam, incontornável. Depois de um fim de semana 'perfecto' ao som dos talheres a bater, o seguimento ideal. A emissão retoma dentro de momentos.
Não me preocupo com os "intas". Não me preocupo porque...sei lá...estou apurado, respirado, confiante, forte, a fundo. Vejo a curva a chegar e penso...em caso de dúvida, é a fundo e "tudo o que não é verde, é pista". E saio dela, a sorir :) E sei que, se chegar a velho, as minhas histórias vão ser as melhores lá do lar.
Anda, entra cá na minha vida , 5 at a time... Sua italiana doida, espero-te há muito... Vamos ser felizes juntos até eu ter dinheiro para outro, não vamos? vamos...
Apetece-me estar na praia fluvial de Avô a beber um Ice Tea. Porque nem todos os momentos têm que ser vividos em sítios glamorosos, com bebidas de 12 euros e com nomes sonantes. Depois apetecia-me ir ter com a família e ver-te, tio. Depois percebo que hoje é uma noite feliz, muito feliz. Uma noite sem sono por bons motivos. E quando há bons motivos a vida sorri. Mas tenho esta mania incontornável, qual crente, nos bons momentos regrido aos momentos maus, uma lei da compensação injusta, que me rouba a capacidade de acender foguetes. Valha-me esta liberdade de expressão, que ninguém questiona. E depois bebemos uns copos e lembramos de vir escrever umas parvoíces, não vá o fígado limpar estas ideias com essa merda que é o bom senso ou senso comum ou o raio que o parta.
porque amor com amor se paga. porque estamos sempre a aprender. porque re-aprendemos a confiar. porque hoje levei com chuva mas assim que olhei para cima o céu era azulíssimo.
Um grupo de jornalistas foi esta madrugada de quarta-feira assaltado com armas o hotel Nutbush Boma Lodge, a cerca de 15 quilómetros do centro de Magaliesburg. Um dos jornalistas esteve mais de hora e meia com uma arma apontada enquanto roubavam todo o material. “Acordei eram umas cinco da manhã com dois negros no quarto e estive mais de uma hora com armas apontada à cabeça taparam-me com edredão por cima vi a morte à frente”.
Ou como se diz lá na África do Sul...uma Quarta Feira normal.
Afinal a gaja de Lamego não foi raptada, violada, esventrada e vendida ás peças aos árabes. Só não sabia conduzir e espatifou-se ribanceira abaixo. O que me fez relembrar que as gajas giras, quando não sabem conduzir perdem logo a piadinha toda. As feias também vá.
Hoje estava frio, estupidamente frio para um dia de junho. Sentado no carro á espera que a carneirada andasse lembrei-me das manhãs geladas em que reclamava por ir para as aulas. Se alguém me dissesse "pega no lápis 6B e vai desenhar para o museu" como naquelas manhãs de novembro...acho que ia a voar. Cagar as mãos de grafite e não saber onde arranjar dinheiro para papel Canson eram problemas bem simples, back then. Hate being a grown up.
-Fazer jantar em dose dupla a pensar no amanhã não resulta, acabo por comer tudo. Aconteceu hoje. -Se calhar ponho só mais um bocadinho de picante fez-me lembrar que tenho saudades de comer sarapatel. -Jantar a ver a Nigella pode ser um bocado suspeito, mas a senhora hoje ensinou-me a fazer gelado de limão.
Podia mandar isto para o Shiuuuuu, mas não mando. Eu guardo e não apago do meu telefone os números de pessoas que já morreram. O mais antigo tem mais de 10 anos, continua lá.
Mas apago os que morrem sem ser fisicamente, morrem com mais força que os outros. E os que se mantém vivos, provam dia após dias que lá estão, de pedra e cal. Não tem a ver com espaços temporais, o meu peito não tem relógio, tem um 'strenght meter'.
O problema de ir ver música ao vivo sozinho é que depois de presenciarmos 3 minutos épicos não vamos conseguir nunca explicar a ninguém o que acabámos de ver...